terça-feira, 15 de setembro de 2009

Terna Intuição


Eu o seguro em meus braços, jovem prícipe. Você dorme na doce paz celestial. Apesar disso, eu me pergunto se você ficaria tão calmo se soubesse a verdade: Eu sou sua mãe. E eu não tenho a menor idéia do que estou fazendo. Você é o meu primeiro bebê. Meu único filho. Eu já estava me acostumando com a gravidez, e agora você está aqui! E você é tão, tão real!


Eu me preprarei para a sua chegada durante meses. Tenho lido livros. Bem, só alguns. Algumas páginas. Ouvi conselhos e mais conselhos de minhas amigas. Elas são experientes, você sabe, porque já têm os seus bebês. Mas você é diferente. Você é o meu bebê. E elas não sabem nada sobre você.


Eu sei. Eu sei como você se mexe e dá pontapés. Já conheço seu cheiro, que é igual ao de um narciso recém-colhido. Sei como você faz beicinho quando está prestes a chorar. Sei que seu cabelinho ralo é a coisa mais macia que já tocou meu rosto.


Apesar disso, tenho de admitir que ainda existem muitas coisas que eu não sei. No hospital, ensinaram-me como alimentar você. Otem, minha mãe me mostrou como dar banho em você. Eu não tenho idéia de como cuidar de erupções na pele causadas pela fralda. Sinto náuseas quando vejo sangue. Não sei costurar. Não sou boa em finanças. Minhas habilidades matemáticas são abomináveis. E você precisa saber desde já - sinto arrepios ao ouvir alguém ranger os dentes.


No entanto, sei assar biscoitinhos. Sei fazer barracas dentro de casa em dias de chuva. E herdei do meu pai o maravilhoso senso de humor; por isso sei rir e sei fazer você rir.


Vou cantar doces canções para você, à noite. Vou orar por você todos os dias. Vou permitir que você traga para casa qualquer animal que encontrar, desde que você possa alimentá-lo. Vou chamar todos os seus amigos imaginários pelos primeiros nomes. Vou colocar bilhetinhos de amor em sua lancheira e vou nadar no mar com você, mesmo depois de velha.


Talvez minha melhor qualificação para ser sua mãe esteja relacionanda ao fato de eu compartilhar este privilégio com o melhor homem do mundo - o seu pai.


Os segredos para ser uma boa mãe não podem ser aprendidos enquanto tomamos café com nossas amigas. As mães não aprendem essa arte nos livros, nem por tentativas e erros. Para mim, essas ternas intuições são as que mais importam. São sabedorias eternas que só a mulher que é mãe conhece - quando ela carrega seu bebê no braços, como você está agora nos meus. É desta maneira que Deus me ensinará a ser mãe com o coração.
.
.
Robin Jones Gunn

13 comentários:

Pensador Louco disse...

Lindo texto. Parabéns.

Abração.

Felipe disse...

Adolfino

Nenhum filho vem com manual de instruções e cada um exige cuidados diferentes.
Uns querem mais carinho, outros nem tanto.
Uns choram mais, nem tanto.
Mas todos eles precisam de nosso amor incondicional, atenção concentrada e contato físico.
Há quem diga que amor incondicional só o Cristo pode dar.
Discordo. Amar o filho incondicionalmente é ser pai bom o bastante, para atender as necessidades desse ser que Deus nos dá a responsabilidade de criar.
Abraços
Felipe

amigodcristo disse...

Adolfino linda reflexão.... como somos tão abençoados por DEUS,,, ele nos da a vida dentro deum ser tão amoroso, que é nossa mãe, que sente dores, ansiedades, e sempre ciudadno muito bem de nós antes mesmo de nascermos, fico encantado com o amor que esses seres maravilohos depositam em nós ..e sempre nos perpetua com seu amor... meu lindo ...paz seja contigo amigo...!!!

Sissym disse...

Eu tive a felicidade de experimentar a gravidez e de recordo, passados quase 9 anos, de tudo. A emoção é do início ao fim. Nada, nenhuma vez sequer, eu tive dúvidas que ser mãe foi o melhor presente do mundo. Não sei do meu futuro, passo por tantos problemas, contudo, ter minha filha é uma benção!

Mikasmi disse...

Lindo o texto, belissima fotografia.

Os filhos são o nosso maior bem. Não há alegria maior no mundo do que o nascimento de um filho, apertá-lo assim pequenino nos nossos braços.

Abs

Sandra F. disse...

Puxa, não tive como não me emocionar ao ler esse texto encantador. E me reportei aos primeiros dias de vida do meu filho, confesso que tinha medo antes dele nascer, medo de não saber cuidar direito, mas depois que ele estava nos meus braços, parece que eu já sabia tudo, é inexplicável, é divino. Hoje ele está com quatro aninhos e é a minha vida.
Abraços!

Aline Satiko disse...

vou mandar para uma amiga que está grávida!

PROJETO NOVO IMPULSO disse...

Existe um ditado Judáico que diz "Deus não pode estar em todos os lugares e por isso fez as mães", dizer o que mais.
fique com a paz do Senhor irmão.

Cris disse...

Adorei ler esse texto, já passei por tudo isso. Não tive o pai para ajudar, mas me emocionei por ter conseguido. De um jeito ou de outro, a gente, que é mãe, sempre consegue! Hoje o meu pequeno principe é um jovem aspirante a rei e tenho certeza que muito do que ele sabe, fui eu quem o ensinou. Me orgulho dele e faria tudo de novo, por ele.

Rê(bonellinha) disse...

ufa pastor, deu um nó na garganta, que perfeita descrição de uma mão de primeira viagem, ser mãe é um dos dons mais perfeitos que Deus criou!!!
O texto é emocionante e verdadeiro, e todos os filhos deveriam ler pra não achar que as mães são perfeitas e que já nasceram mães, agente aprende junto com o bebê, cada dia uma coisa nova, um detalhe que vai nos ensinando a ser Mãe!!

abs

Regina

joyce disse...

Gostei demais, amigo. Já passei por essa experi~encia. bjs

Histórias & Estórias disse...

25 anos se passaram desde o nascimento do meu primeiro filho... Outro dia que o abraçava e o beijava. Era ainda bebezinho... Senti seu cheirinho.Revivi aqueles dias! Nossa, a saudade me fez acordar em prantos. Saõ coisas, minha querida, que você também, nunca vai esquecer.
Linda a homenagem que agora presta ao seu filho.

blogdacomentarista disse...

Oi Pastor, embora não seja mãe, a vida tem me permitido exercer a maternidade de outras formas. E tem me trazido alguns queridos filhos do coração. Mas realmente, acredito que a maternidade seja pura magia. É uma benção de Deus, que algumas mães, às vezes não percebem. Mas as que assumem esta bendita tarefa, acho que acabam por exercitar o amor incondicional... Aquele amor que está sempre presente, não importa o que aconteça. Lindo texto, como sempre. Abs Denize