quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

O Toque da Mão do Mestre


E tocando na orelha do homem, Ele o curou. Lucas 22:51, NVI


Ela entrou em silêncio no meu cubículo e disse mansamente: “Vim para ficar com você. Ninguém deve passar sozinha por um procedimento como esse.” Pensamentos zuniram pela minha cabeça: É apenas uma biópsia. Sou uma pessoa forte. Ela é a enfermeira-chefe – deve ter muitas outras coisas para fazer hoje. Mas, enquanto Mary sorria e se acomodava, surpreendi-me por perceber quão feliz eu estava por tê-la ali.

A enfermeira do ambulatório terminou o último dos procedimentos preliminares, que incluíam aplicar uma injeção intravenosa no meu braço direito, e lá estava eu a caminho da sala dos equipamentos de imagem. Mary ficou sempre ao meu lado. Como é interessante experimentar em primeira mão o que outros pacientes enfrentam, pensei. Se todos os funcionários são tão atenciosos e competentes, não é de admirar que nosso Hospital Adventista receba conceitos tão elevados no quesito satisfação dos pacientes!

O radiologista encarregado da intervenção aproximou-se de mim, com agulhas na mão, e se apresentou. Respirei fundo e ordenei a mim mesma que permanecesse calma e concentrada. Isso eu posso fazer. Em pé ao lado de minha cama móvel, Mary perguntou: “Você gostaria que eu segurasse a sua mão?” Hesitei. Será que desejo que alguém segure minha mão?

Talvez percebendo minha indecisão, Mary simplesmente se adiantou, pegou minha mão esquerda e a segurou com suas duas mãos. Naquele instante, tudo mudou. Sim, eu ainda tinha consciência das agulhas sendo colocadas em meu pescoço e dos movimentos profissionais ao meu redor, mas me concentrava agora na sensação da minha mão entre as dela. Uma sensação de conforto, segurança, solidariedade e identificação me dominou. Mais tarde, eu leria The Heart´s Code [O Código do Coração], escrito pelo Dr. Paul Pearsall, e perceberia que a energia gerada por aquele coração amoroso fluía através de nossas mãos e passava para o meu. Naquele momento, senti-me humilde e simplesmente grata por ter Mary dado a mim um presente tão pessoal e transformador – um presente que eu nem mesmo imaginara que estava precisando ou querendo.

De volta, na recuperação, refleti: O que as pessoas devem ter sentido quando o Mestre as tocava! Pela primeira vez na vida, eu mal podia esperar para sentir na minha mão o toque da mão de Cristo – em Pessoa!


Arlene Taylor


Meditação da Mulher 2011 - Santuário - Casa Publicadora Brasileira

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