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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Deus Se Importa


Antes de clamarem, Eu responderei. Isaías 65:24, NVI

É difícil encontrar bons jardineiros, e eu estava ficando um pouco desconsolada, já que nossa área verde – fundos, frente e laterais – precisava de uma atenção especial. Era necessário alguém para arrancar as ervas daninhas, desbastar arbustos e a árvore da cavalinha, cortar o gramado, remover o capim alto que crescia entre as plantas, juntar as folhas com o ancinho e podar algumas árvores frutíferas. Com um recente ferimento no pé, meu esposo estava impossibilitado de cuidar dos afazeres do jardim. Depois de pensar um pouco, encontrei um cartão que havia recebido de um jardineiro, cerca de um ano antes. Telefonei e marquei um horário a fim de que ele viesse e me apresentasse o orçamento. Depois de explicar todas as coisas que precisavam ser feitas, concordamos com o preço; então, ele e um auxiliar puseram mãos ao trabalho.

Depois de encher nossa lata de lixo e vários sacos plásticos com folhas e ramos, eles declararam que haviam concluído o serviço. Mas, quando inspecionei o trabalho, descobri que muita grama entre os arbustos não fora cortada, as ervas daninhas haviam sido colhidas, mas não arrancadas pela raiz, e os ramos que eu queria ver cortados ainda permaneciam em seus lugares. Para aumentar meu desapontamento e frustração, a cabeça de um dos irrigadores da grama estava quebrada e o cabo da TV, que ficava pendurado num dos arbustos no quintal, estava partido. Eles negaram ter cortado o cabo com alguma ferramenta, mas substituíram a cabeça quebrada do irrigador. Depois de muita discussão, preenchi um cheque descontando um pequeno valor para pagar o conserto do cabo.

No dia seguinte, fui ao quintal para ver o cabo. Para minha surpresa, ele havia sido emendado de modo profissional – e a TV estava funcionando de novo. Imediatamente inspecionei os dois portões e a porta da garagem. Tudo estava trancado com segurança. Ninguém poderia ter entrado no quintal para consertar aquele cabo. Foi um mistério para meu marido também. Teria um anjo feito o conserto? Qualquer coisa é possível para o Senhor. Fiquei assombrada e perplexa, e dei graças por Ele não ter estado ocupado demais para realizar um milagre.

Contei essa história para alguns amigos. Uns foram céticos, mas sei que não pedi nada a Deus e Ele agiu antes que eu pedisse. Que coisas acontecem com você, querida leitora? De que modo tem o Senhor suprido suas necessidades, antes mesmo que Lhe peça algo?

Aileen L. Young

Declarações de amor: 366 devocionais para mulheres, escrito por mulheres. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Que Continue Assim!


O temor do Senhor conduz à vida: quem O teme pode descansar em paz, livre de problemas. Provérbios 19:23, NVI


Foi, talvez, o melhor emprego que já tive – e o que menos pagava. Meu uniforme era uma versão modesta de um smoking formal, com um chapéu preto combinando, e a palavra “Motorista”. Meu trabalho oficial era levar idosos para compromissos pessoais e compras na cidade. Mas eu tinha outra razão para estar ali. Precisava de um empurrão! Embora a carreira do meu esposo estivesse em seu ponto alto, eu me encontrava lutando contra pensamentos que pareciam me isolar emocionalmente daqueles a quem eu amava. Meus pensamentos eram repetitivos e confinantes. Pobre de mim! Essas ideias vieram de graça e se tornaram, cada vez mais, um vício. De tempos em tempos, eu me imaginava realizando uma festa de autopiedade, com convites, balões pretos, música e brincadeiras. No exterior, porém, eu era toda sorrisos, especialmente no lar dos aposentados. Mas, sem muita demora, meus sorrisos de plástico se tornaram reais, quando encontrei outras pessoas em quem concentrar meus pensamentos.

Nesse ativo lar para idosos aposentados, um senhor chamou-me a atenção de modo especial. Ele ainda era bastante independente, dirigia o próprio carro pela cidade, acompanhava as senhoras ao almoço e era a vida das festinhas no bingo. King Gentry era esperto, também; tinha um computador que usava regularmente, escrevendo para amigos e familiares, ou editando um de seus muitos poemas para seu livro.

Recentemente, encontrei um dos poemas do Sr. Gentry em minha caixa de papel para correspondência e, por fim, tirei tempo para lê-lo inteiro. Era exatamente o que eu precisava, como recém-jubilada: “Se encaramos a eternidade tranquilamente, que continue assim./ Envelhecer com graça é difícil./ Seria porque pensamos mais em mim,/ quando deveríamos pensar um pouco mais em nós?/ Se vivemos tranquilamente como somos, que continue assim! Que saibamos partilhar com outros o dom da vida./ Somente pela graça de Deus vivemos cada dia./ Se o vivemos sob Sua graça, que continue assim!” – King Gentry, 21 de julho de 1999, Killeen, Texas.

Eu me lembrarei das palavras de King: não apenas “eu”, mas “nós” caminhando pela estrada da vida. Posso sobreviver – e até vicejar – se estender aos outros amizade e amor. Que continue assim!


Nancy Ann Neubarth Troyer

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segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Ai, Isso Doeu!


A palavra proferida no tempo certo é como frutas de ouro incrustadas numa escultura de prata. Provérbios 25:11, NVI


Durante uma excursão dos Desbravadores, minha amiga e eu começamos a jogar pedras no rio. Juntamos tantas pedras quantas pudemos encontrar, e logo uma de nós tentava lançá-las mais longe que a outra. Foi divertido olhar as ondinhas que se formavam e se espalhavam pela superfície da água. Empoleiradas no topo de uma saliência rochosa à margem do rio, nos sentíamos no topo do mundo – até que um grito sofrido soou pelo ar: “Ai! Isso doeu!”

Nós nos divertíamos tanto que não percebemos que o restante de nossas amigas se dirigira ao rio, lá embaixo. Uma das nossas pedras se desviara e atingira uma colega desbravadora, infligindo-lhe um doloroso ferimento na cabeça, o qual exigiu vários pontos. Enchemo-nos de vergonha e remorso. Agora, muitos anos depois, embora nossa colega tenha esquecido a dor, ainda tem a cicatriz.

Não jogo mais pedras; todavia, se não for cuidadosa, posso dizer coisas que doem mais que uma pedrada. É fácil proferir palavras que causam constrangimento e provocam grande dor. As pessoas dificilmente se esquecem das farpas lançadas em seu caminho, especialmente quando vêm de amigos e entes queridos. Lembra-se da velha frase: “Paus e pedras podem me quebrar os ossos, mas as palavras não me ferirão”? O mais exato é dizer que as palavras podem causar grande dano. Às vezes, a ferida resulta numa cicatriz emocional que permanece para o resto da vida.

As palavras têm grande poder. Dependendo de como escolhemos usá-las, elas podem destruir ou curar. Palavras bondosas têm a capacidade de erguer, inspirar, animar e fortalecer, criando alegria e amor infindos, tanto para nós como para as pesssoas com quem as partilhamos. A fim de ter uma vida verdadeiramente abençoada, devemos lançar fora as palavras negativas e falar apenas aquilo que é bom e verdadeiro. Ao fazê-lo, ondulações de alegria se espalharão da nossa vida para a dos outros.

A Palavra de Deus diz: “Há palavras que ferem como a espada, mas a língua dos sábios traz a cura” (Provérbios 12:18, NVI). Quando convidarmos o Espírito Santo para que assuma o controle do nosso coração, palavras puras e amáveis fluirão para abençoar e erguer os outros.


Cordell Liebrandt


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domingo, 9 de janeiro de 2011

Experimentando a Paz de Deus


Tu, Senhor, guardarás em perfeita paz aquele cujo propósito está firme, porque em Ti confia. Isaías 26:3, NVI


Neste mundo pontilhado diariamente com ataques terroristas, estupros, homicídios e todo tipo de violência e miséria humana, como é possível ter paz? Nosso texto revela o segredo da paz em meio às tormentas da vida: confiança em Deus. Suponho que seja possível ter firmeza de propósito por outras razões – talvez por ser obstinado e inflexível – mas não há paz nesse tipo de firmeza. A firmeza a que o texto se refere significa ser inabalável, ou leal. Quando você decide ser leal a Deus porque aprendeu a confiar nEle, então Ele lhe dá paz – mais do que isso, perfeita paz.

Deus não nos pede que confiemos nEle cegamente. No Salmo 34:8 (NVI), Ele nos convida: “Provem, e vejam como o Senhor é bom.” Nosso Pai celeste sabe que precisamos prová-Lo de modo pessoal, a fim de realmente conhecê-Lo e confiar nEle.

Quando meu filho, Brandon, tinha 10 anos de idade, prendeu o dedo na engrenagem da bicicleta. Ele sempre fora um garoto sensível, que não suportava ver sangue, mas, na sala de emergência, enquanto o médico tratava do seu dedo, notei que Brandon observava atentamente, o tempo todo. Quando voltamos para casa, perguntei como ele conseguira suportar ficar olhando; a ponta do osso fraturado estava exposta e, para mim, aquilo era repulsivo. Brandon respondeu que temia que o médico resolvesse cortar o dedo fora, ou parte dele, e por isso ficou observando para ter certeza de que aquilo não aconteceria! Tive que sorrir diante dos infundados temores de uma criança, temores que só aumentaram sua aflição durante a experiência no pronto-socorro. Teria sido mais fácil se ele confiasse na pessoa encarregada de cuidar dele, um médico preparado que sabia exatamente o que fazer.

E nós? Quantas vezes deixamos de procurar Aquele que não apenas sabe exatamente o que fazer, mas deseja sempre o melhor, o que é para nosso máximo bem eterno? Ele deve balançar a cabeça quando deixamos de desfrutar a paz que vem da confiança nEle. Paulo nos diz como experimentar a paz de Deus: orando por tudo (Filipenses 4:6, 7). Ao aprendermos a entregar tudo em oração, Deus, que é mais do que fiel, certamente nos concederá a paz que excede todo entendimento.


Carla Baker


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sábado, 8 de janeiro de 2011

Lentes Cor-de-rosa


Todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na Sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito. 2 Coríntios 3:18


Anos atrás, Jon Conlee escreveu uma canção intitulada “Lentes cor-de-rosa”. Um verso diz: “Estas lentes cor-de-rosa através das quais eu olho mostram apenas a beleza, porque ocultam toda a verdade!” Sabia que existe Alguém tão encantado com você que usa lentes cor-de-rosa para olhá-la? Esse Alguém a conhecia antes que você respirasse pela primeira vez! Ele a formou, dando-lhe seu DNA individual, e você é linda para Ele (Salmo 139). Quando você Lhe entrega o coração, há tanta alegria que o Céu inteiro se rejubila. Imagine seu anjo da guarda saltando de alegria o caminho todo até o trono de Deus, para dizer a Jesus, entusiasmado: “Ela entregou! Hoje ela entregou o coração a Ti!”

Quando verdadeiramente damos nosso coração a Jesus, queremos contemplá-Lo, queremos ser como Ele em tudo, anelamos ter um relacionamento mais íntimo com Ele. As coisas deste mundo começam a perder seu encanto, e mudanças ocorrem em nosso coração. Aquilo que envergonha o Senhor, nos envergonha; aquilo que Lhe parte o coração, parte o nosso também. Começamos a considerar valiosas todas as pessoas. Aquela mulher que dorme embaixo do viaduto não é mais uma “sem-teto” – ela é filha de Deus, criada à Sua imagem.

Os tipos de temperamento que entram em erupção com muita frequência começam a refluir. Embora pareça que avançamos dois passos – e às vezes escorregamos dez para trás –, ainda estamos progredindo. A Palavra de Deus se torna para nós um precioso mapa da estrada da vida. Começamos a ter sede de Deus, assim como a corça, no calor escaldante do verão, anseia beber de uma fonte de água para poder partilhar a vida com seu filhote. Suas palavras são vida para nós.

Deus olha para nós através daquelas lentes cor-de-rosa, salpicadas com o sangue de Seu precioso Filho Jesus. Vê em nós aquilo que nos tornaremos. Ele vê apenas a beleza, pois as lentes ocultam a verdade do nosso passado. Ele nos olha e vê Jesus em nós.

Nosso Pai lhe pede hoje: “Vem a Mim, preciosa filha; Eu te formei; já sabia tudo a teu respeito antes do teu nascimento! Jamais Me esquecerei de ti.”


Karen Fettig


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sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Os Anjos Cuidarão de Você

Deus mandará que os anjos dEle cuidem de você para protegê-lo aonde quer que você for. Salmo 91:11, NTLH


Bem cedo, num domingo de manhã, saí de Michigan, onde eu estivera para visitar meus filhos e netos, e comecei a viagem de retorno para minha casa, em Tennessee. Após o momento devocional e o desjejum, coloquei a bagagem no carro e parti. Chovia e parava, a maior parte do dia. Um forte temporal, acompanhado de trovões e relâmpagos, caiu enquanto eu percorria o estado de Kentucky.


Enquanto eu dirigia pela faixa central, os carros à minha volta começaram a reduzir a marcha. De repente, veio um carro pela pista rápida.

Mal ele me havia ultrapassado, começou a aquaplanar, rodopiando e deslizando, totalmente fora de controle. Apliquei o freio com cuidado – eu não queria perder o controle do carro –, tentando reduzir a velocidade o suficiente para me desviar daquele veículo descontrolado. Então, esse carro deslizou de lado para a minha pista, arranhou e danificou meu para-choque dianteiro, continuou atravessando a pista lenta, desceu para uma valeta e subiu por uma inclinação, depois virou e foi na direção da valeta, onde finalmente parou.


Um jovem casal parou seu carro e foi correndo sob a chuva torrencial para ver se alguém estava machucado. Graças a Deus, ninguém se ferira. Como isso aconteceu numa região montanhosa, meu telefone celular não funcionava e não pude ligar pedindo auxílio. Aquele bondoso casal, encharcado com a chuva, conseguiu ligar com seu celular e chamou a patrulha rodoviária, pedindo ajuda. Esperaram comigo até que o oficial chegasse. Que bons samaritanos!


Após preencher os formulários necessários, disseram-me que eu podia continuar a viagem. Como agradeci a proteção divina!


Mais tarde, minha amiga Betty Chapin me perguntou em que horário havia ocorrido o acidente. Respondi que fora às 14h50. Ela me contou que se sentira impressionada a orar por mim exatamente naquela hora. Que bênção ter amigas orando por você!


Um momento de devoção pessoal faz parte do meu programa diário, antes de sair de casa. Como parte dele, quero orar por amigos – você nunca sabe quando poderão precisar. Ao longo do dia, quero que Deus mande Seus anjos cuidarem de mim e me protegerem, conforme Ele prometeu.


Patricia Mulraney Kovalski

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quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

A Serpente Furiosa


O salário do pecado é a morte, mas o presente gratuito de Deus é a vida eterna, que temos em união com Cristo Jesus, o nosso Senhor. Romanos 6:23, NTLH


As serpentes, definitivamente, não são minhas criaturas preferidas! Muitas são venenosas e nada oferecem a não ser enfermidade ou morte. Gênesis 3 nos conta que, de todos os animais que Deus criara, a serpente voadora era a mais bela e inteligente. Essa criatura foi usada como instrumento de Satanás para enganar Eva e, por causa disso, acabou por se tornar inferior a todos os outros animais, rastejando pelo chão e comendo pó. Mais adiante, nesse capítulo, é feita referência a Satanás, que, como uma serpente que dá o bote, tentaria destruir a todos. Mas então, veio o soro mais extraordinário e eficaz – nosso Salvador, que sacrificou a própria vida para salvar aqueles que O amam, esmagando, assim, a serpente, completamente e para sempre.

No deserto, quando Deus removeu as restrições que colocara sobre as serpentes venenosas da região, os queixosos israelitas souberam logo o que era uma mordida de cobra e a morte (Números 21). Sua única esperança estava em levantar os olhos para uma serpente de bronze feita por Moisés, conforme a instrução de Deus. Aqueles que acreditaram e olharam foram curados. Aqueles que se recusaram a fazê-lo, morreram. Deus é sempre o doador da vida. Ele é todo-poderoso e Satanás não tem poder sobre Ele.

No ano de 2006, meu esposo, Keith, e eu viajamos pelo nordeste da Austrália. Vimos várias cobras na estrada e algumas, muito venenosas, eram mostradas em shows no cerrado. Certa noite, enquanto estávamos com amigos nas montanhas, fui à varanda. Ali descobri uma grande píton australiana, enrolada no corrimão. Seu longo corpo apresentava desenhos bonitos, e eu sabia que essas cobras, se deixadas em paz, são geralmente pacíficas. Mesmo assim, não esperei muito tempo antes de chamar alguém.

Não se deixe enganar pela sutileza de Satanás; ele também ataca como uma serpente furiosa. Mas não demorará muito para que Jesus retorne e o destrua para sempre.

É somente por meio de Jesus que somos protegidos da mordida do pecado. Se você foi mordida, busque hoje Seu perdão e fique curada. Ore para obter vitória sobre Satanás, e seja agradecida pelo dom da vida e salvação.


Lyn Welk-Sandy


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quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

O Toque da Mão do Mestre


E tocando na orelha do homem, Ele o curou. Lucas 22:51, NVI


Ela entrou em silêncio no meu cubículo e disse mansamente: “Vim para ficar com você. Ninguém deve passar sozinha por um procedimento como esse.” Pensamentos zuniram pela minha cabeça: É apenas uma biópsia. Sou uma pessoa forte. Ela é a enfermeira-chefe – deve ter muitas outras coisas para fazer hoje. Mas, enquanto Mary sorria e se acomodava, surpreendi-me por perceber quão feliz eu estava por tê-la ali.

A enfermeira do ambulatório terminou o último dos procedimentos preliminares, que incluíam aplicar uma injeção intravenosa no meu braço direito, e lá estava eu a caminho da sala dos equipamentos de imagem. Mary ficou sempre ao meu lado. Como é interessante experimentar em primeira mão o que outros pacientes enfrentam, pensei. Se todos os funcionários são tão atenciosos e competentes, não é de admirar que nosso Hospital Adventista receba conceitos tão elevados no quesito satisfação dos pacientes!

O radiologista encarregado da intervenção aproximou-se de mim, com agulhas na mão, e se apresentou. Respirei fundo e ordenei a mim mesma que permanecesse calma e concentrada. Isso eu posso fazer. Em pé ao lado de minha cama móvel, Mary perguntou: “Você gostaria que eu segurasse a sua mão?” Hesitei. Será que desejo que alguém segure minha mão?

Talvez percebendo minha indecisão, Mary simplesmente se adiantou, pegou minha mão esquerda e a segurou com suas duas mãos. Naquele instante, tudo mudou. Sim, eu ainda tinha consciência das agulhas sendo colocadas em meu pescoço e dos movimentos profissionais ao meu redor, mas me concentrava agora na sensação da minha mão entre as dela. Uma sensação de conforto, segurança, solidariedade e identificação me dominou. Mais tarde, eu leria The Heart´s Code [O Código do Coração], escrito pelo Dr. Paul Pearsall, e perceberia que a energia gerada por aquele coração amoroso fluía através de nossas mãos e passava para o meu. Naquele momento, senti-me humilde e simplesmente grata por ter Mary dado a mim um presente tão pessoal e transformador – um presente que eu nem mesmo imaginara que estava precisando ou querendo.

De volta, na recuperação, refleti: O que as pessoas devem ter sentido quando o Mestre as tocava! Pela primeira vez na vida, eu mal podia esperar para sentir na minha mão o toque da mão de Cristo – em Pessoa!


Arlene Taylor


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terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Agora é a Sua Vez


Entregue suas preocupações ao Senhor, e Ele o susterá. Salmo 55:22, NVI


Aubrey, nossa netinha, vem pelo menos uma vez por semana passar o dia conosco. Neste ano, tivemos uma farta colheita do nosso pessegueiro, e eu pensava em maneiras de usar os pêssegos. Um dia, sugeri a Aubrey que fizéssemos tortinhas de pêssego. Poderíamos comer algumas e distribuir as outras entre os vizinhos. Aubrey ficou entusiasmada. Assim, começamos a reunir e a misturar os ingredientes. (Quando ela me ajuda na cozinha, assim que misturamos os primeiros ingredientes ela já quer provar. E descobriu que os ingredientes para a massa da tortinha não são os mais saborosos.) E aí começou a diversão – estender a massa. Eu preparo uma massa fácil, mas ela precisa ser aberta entre duas folhas de papel-manteiga. Aubrey, em pé no seu banquinho, pegou o pesado rolo de abir massa e começou a passá-lo sobre a primeira crosta de tortinha. Mas aquilo não era fácil para alguém que acabava de completar quatro anos. Por fim, perguntei: – Você quer que a vovó ajude?

– Quero – disse ela, com evidente alívio. – Podemos fazer rodízio, e agora é a sua vez.

E, assim, fizemos rodízio. Ela começava o processo de passar o rolo sobre cada massinha, mas quando as coisas ficavam difíceis (ou Aubrey simplesmente se cansava), era a minha vez de novo.

Pensei acerca daquele pequeno intercâmbio e suas implicações, e me perguntei se muitas vezes não faço a mesma coisa com Deus. Faço o meu melhor para enfrentar os desafios da vida por conta própria, mas quando fico cansada demais (ou bagunço as coisas além da possibilidade de conserto), volto-me para Deus e Lhe digo que agora é a vez dEle. E dou a entender que, quando a parte difícil for superada, assumo de novo.

Assim, preciso perguntar a mim mesma: não seria muito melhor pedir que Deus trabalhe comigo, que trabalhemos em dupla, em vez de fazer revezamento? Eu, certamente, estava pronta e disposta para ajudar Aubrey, e tenho certeza de que Deus deseja auxiliar-me também. Deus promete que, se Lhe entregarmos nossos cuidados e preocupações, Ele cuidará de nós e nos dará forças.

E no seu caso, o que acontece? Está você trabalhando com Deus ou estão os dois simplesmente fazendo rodízio?


Ardis Dick Stenbakken


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segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Graças a Deus por Nossa Casa


E o meu Deus [...] há de suprir [...] cada uma de vossas necessidades. Filipenses 4:19


Desde que Wayne e eu nos casamos, um dos nossos planos era comprar a casa própria. Quando fiquei grávida de nosso primeiro filho, ficou evidente que a quitinete que alugávamos não tinha espaço suficiente. Procuramos entrar em contato com várias imobiliárias, mas sem sucesso. Perguntei a Deus se Ele permitiria que o ano de 2003 se encerrasse antes que conseguíssemos nossa casa.

Quando 2004 começou, o Senhor me inspirou a começar a dar-Lhe graças por nossa casa. Obedeci à ordem e, uma semana mais tarde, Ele começou a abrir portas para que atingíssemos nosso objetivo. Tivemos acesso a recursos para dar de entrada no pagamento de uma casa que estava sendo anunciada pela televisão. Antes que o ano terminasse, no dia 13 de dezembro, para ser exata, nos mudamos para nossa casa própria!

O Deus a quem servimos é impressionante! Sem dúvida, Ele está atento a cada uma de nossas necessidades e disposto a supri-las todas. O hino diz: “Se Deus protege as aves, cuidará de mim também.” Ele não só toma providências em nosso favor aqui, na Terra enferma pelo pecado, mas tem reservado algo melhor.

João 14:1-3 nos conta de um lar celeste, que o Senhor foi preparar para nós. Recomenda que não fiquemos preocupamos, mas confiemos nEle. Por quê? Porque Ele foi preparar um lugar para nós e, quando tudo estiver pronto, voltará e nos levará para estar com Ele para sempre. Se aceitarmos Sua promessa, herdaremos tudo o que Ele foi preparar para nós.

Apocalipse 21 apresenta um quadro vívido de como será o Céu. Imagine a beleza! Tenho o privilégio de ver pela TV a beleza de algumas mansões aqui na Terra, e não há palavras suficientes para descrevê-las. Imagine só o que Jesus nos está reservando!

A Palavra de Deus declara, ainda: “Construirão casas e nelas habitarão” (Isaías 65:21, NVI) na Terra renovada. Que provisão maravilhosa Deus tem feito para nós! Um dia, se permanecermos fiéis, entraremos na posse de nossa herança.

Muito obrigada, Senhor, por nossa casa: aquela onde moramos agora e a nova, que prometeste a cada uma de nós.


Thamer Cassandra Smikle


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sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Novas Resoluções Cada Manhã


As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as Suas misericórdias não têm fim; renovam-se cada manhã. Lamentações 3:22, 23


Na quarta página do primeiro jornal do ano, havia fotos de sete pessoas a quem fora feita a pergunta: “Qual é a sua resolução de ano-novo?” Pensei em qual teria sido a base real para aquelas declarações.

Um jovem disse: “Quero encontrar uma carreira de sucesso no meu campo de estudos.” (Seria isso como a oração de Salomão pedindo sabedoria, ou querendo ganho e prestígio pessoal/profissional?) Um jovem pai disse: “Quero passar mais tempo com minha esposa e família.” (Teria ele consciência de que um dia deverá responder à pergunta: “Onde está o rebanho que te foi confiado, o teu lindo rebanho?” [Jeremias 13:20]?) Três mulheres tomaram resoluções ligadas a questões de saúde: duas queriam perder peso; a outra disse que desejava abandonar o cigarro. (Teriam aprendido que o corpo é templo de Deus e desejavam purificá-lo para Ele? [1 Coríntios 3:16].)

Outra entrevistada jurou que não compraria mais em vendas de garagem. Disse que não precisava de mais entulho. Não contou o que faria com o dinheiro economizado com essas compras compulsivas. Talvez estivesse pensando em apoiar algum projeto filantrópico ou missionário.

Houve um homem que disse: “Nunca tomo resoluções de ano-novo, porque então não acabarei descumprindo o que prometi!”

Perguntei a mim mesma como teria respondido à pergunta. O que eu desejaria que os leitores do jornal soubessem acerca das minhas resoluções pessoais? O que realmente importa? Que áreas da minha vida precisam de mudança e quais causariam impacto sobre mim, bem como sobre os que lessem minha resolução?

Notei que as resoluções tomadas pelas pessoas retratadas no jornal refletiam os aspectos físico, social e intelectual da vida delas – mas nenhuma tocou na vida espiritual. Nenhuma se comprometeu a andar mais perto de Deus ou a aliviar os fardos da humanidade.

Por que esperar pelo novo ano para tomar a resolução de viver uma vida melhor, de abandonar um mau hábito, de iluminar o dia de alguma pessoa menos afortunada? Assumamos cada manhã um compromisso com nosso Deus, que toma providências em nosso favor 24 horas por dia, 7 dias por semana e 365 dias por ano.



Edith Fitch


Meditação da Mulher 2011 - Santuário - Casa Publicadora Brasileira

quarta-feira, 30 de junho de 2010

A Srta. Perfeita e Eu


Não julguem, para que vocês não sejam julgados. Mateus 7:1, NVI


Eu a detestava. Quando olhava para ela, meu coração ardia de inveja. Ela sabia tudo! Ou pelo menos assim parecia. Eu havia deixado o curso superior durante dois anos, mas entrei novamente na rotina de lições de casa e estudos. Estava assustada. Temerosa de não conseguir as notas, de não me lembrar de como se estuda, de não ser apreciada pelos professores ou aceita pelos colegas.


Ela era perfeita. Sempre alegre e otimista, ficava a segundos apenas de uma boa risada. A voz dela era a única que respondia às perguntas dos professores na aula de contabilidade, e era a ela que os colegas recorriam para pedir ajuda – ela sabia tudo. Se aguentar a “Srta. Perfeita-Sabe-Tudo” em contabilidade não fosse suficiente, eu tinha que sentar justamente atrás dela nas aulas de uma outra matéria também. Eu olhava fixamente para seu loiro rabo-de-cavalo. Por que, meu Deus, existem algumas pessoas tão abençoadas? E veja eu aqui. Por favor, tire de mim esta inveja. Ajude-me a gostar dela. Esforçando-me para ser legal, certo dia comecei a conversar com a Srta. Perfeita.


– Este é o seu primeiro curso universitário? – perguntei.


– Não; fiz enfermagem, mas concluí que não gosto da área – respondeu ela. – Agora estou no curso de pedagogia do ensino médio.


– Ah! E como é que você está tendo aulas de contabilidade, então? – indaguei a seguir.


– Minha especialização é na área administrativa. Para dizer a verdade, já estudei contabilidade antes, mas faz alguns anos, e decidi estudar outra vez. Um dos colegas na aula de contabilidade disse que tinha inveja de mim porque eu sabia todas as respostas. Tive que explicar a ele que já havia feito essa matéria antes.


O comentário dela me fez sorrir. Ele não é o único! admiti, encabulada, para mim mesma.


Acabei por descobrir que a “Srta. Perfeita-Sabe-Tudo” tinha um nome, Cindy. Era simplesmente tão humana quanto eu, e estudava bastante, apesar do seu conhecimento anterior. Conversar com ela se tornou algo diário. No final do semestre, nós duas estávamos planejando que matérias faríamos juntas no semestre seguinte, e até no ano letivo seguinte.


Pensar em Cindy me levou a indagar quantas outras pessoas julguei presunçosamente. Posso ter perdido alguma amizade realmente encantadora. Os amigos se apresentam em todo tipo de embalagem. É só perguntar para mim – ou para Cindy.



Kristi Geraci


Notas Divinas - Meditação da Mulher 2010 - CPB

terça-feira, 29 de junho de 2010

Escolhas que Fazemos


Porque, assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os Meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os Meus pensamentos, mais altos do que os vossos pensamentos. Isaías 55:9


Algumas de nós temos filhos e netos que escolhem não seguir as crenças que lhes foram ensinadas em casa. Para nós, às vezes, é difícil decidir se seremos defensoras intransigentes dos nossos valores, ou os apoiaremos nos eventos escolares e outras atividades.


Um desses incidentes ocorreu há pouco tempo. Numa tarde de sábado, minha filha, Julie, telefonou para me convidar a assistir à apresentação da banda local. “Mamãe, acho que a banda dos meninos vai tocar logo após o pôr-do-sol; a senhora não gostaria de vir para ouvi-los?” Eu hesitei por duas razões: teria que viajar antes do pôr-do-sol, e meu joelho ainda estava fraco e dolorido depois de uma cirurgia recente.


Após discutir a questão com meu esposo, decidimos que eu deveria ir. Teria que estacionar a certa distância do campo de esportes. Fui mancando, do estacionamento até o lado de uma pequena barraca, onde meninas adolescentes despejavam água gelada. Uma da meninas gritou: “Aí vem a nossa banda!” Olhei em volta para ver os uniformes azuis e brancos da banda, que passava marchando. As meninas entregavam água enquanto eles passavam. Meus olhos de avó examinavam os rostos, procurando meu neto, Tyler, agora um orgulhoso veterano, e sua irmã mais nova, Olivia, uma caloura.


Finalmente avistei Tyler, segurando o trompete. Logo vi o meigo rosto de Olivia, usando o uniforme novinho, e seus olhos azuis brilhando de entusiasmo. Ela segurava cuidadosamente o saxofone, enquanto tomava sua bebida fresquinha.


Depois que a banda passou, um simpático rapaz me levou ao estádio num carrinho de golfe. Cheguei justamente a tempo de ouvir o primeiro número da banda. Subi os degraus de cimento até o local onde minha filha, seu marido e meu neto mais novo, Grant, estavam sentados. Grant me contou que estava muito eufórico porque seu pai havia inscrito o nome dele para concorrer a seis prêmios. Seu pai se apressou a dizer-lhe que ele poderia não ganhar, mas pelo alto-falante soou a voz: “O vencedor do prêmio número um – Grant Herren!” Seu pai orgulhosamente o acompanhou para retirar o primeiro prêmio: o equivalente a 1.224 dólares em equipamentos esportivos. Todos nós ficamos impressionados e tiramos várias fotos.


Depois que o carro de golfe me levou de volta ao meu carro, sentei-me por alguns minutos, pensando nos eventos daquela noite. Meu coração transbordava, com o amor e o conforto que vinham do meu Pai celeste. Eu soube que tinha feito a escolha certa de estar com eles nessa ocasião especial.



Rose Neff Sikora


Notas Divinas - Meditação da Mulher 2010 - CPB

terça-feira, 22 de junho de 2010

A Mamãe Urso


Porque aos Seus anjos dará ordens a teu respeito, para que te guardem em todos os teus caminhos. Salmo 91:11


Viajávamos pelo Alasca com nossas três filhas e tínhamos acabado de ver o monte McKinley de nosso acampamento, ali perto. Antes de caminhar até o lago, peguei uma grande toalha vermelha, para que estivesse à mão no caso de um banho. Fomos por um atalho, uma trilha no bosque, e logo chegamos ao lago, mas não vimos as placas de advertência quanto a ursos e outros desastres naturais. Quando chegamos ao lago, parei. Prakash, meu esposo, continuou para fazer a volta ao lago, na frente de nossas três meninas.

De súbito, ouvi Prakash gritar: “Urso!” Achei que ele estava apenas tentando assustar as meninas, mas a urgência incomum em sua voz me fez olhar para cima. Ali, diretamente diante dele, estava uma ursa negra, erguida sobre as patas traseiras. Seus dois filhotes estavam escondidos entre os arbustos. Todos haviam sido perturbados em seu jantar de frutas silvestres por nossa caminhada vespertina. Esquecendo-se das orientações que conhecíamos acerca de não correr, os quatro se viraram e correram pela trilha na minha direção.

Bati em retirada junto com eles, mas não conseguia correr tanto quanto minha filha de 8 anos. Minha família estava bem adiante, mas a ursa, que não resistira à tentação de perseguir o grupo indisciplinado que a perturbara, agora me seguia bem de perto e estava atrás de mim!

Meu primeiro pensamento foi: Vou morrer. Acho que estou bem, porque conheço meu Senhor – mas tenho certeza de que vai doer quando aquela ursa me derrubar! O pensamento seguinte veio logo depois do primeiro: Você não orou!
Socorro, Senhor!, orei enquanto continuava correndo, apavorada, trilha acima. Acho que foi a oração mais curta da história – depois da de Jonas.

De repente, percebi que, na fuga, nenhum de nós havia emitido um som, e os guardas-florestais dizem que se deve fazer bastante barulho no território dos ursos. Gritei: “Socorro! Socorro! Urso!” Ao mesmo tempo, meu esposo jogou a toalha vermelha na direção da ursa. Mais uma vez olhei por sobre meu ombro. A mamãe ursa se fora! Até hoje, Prakash declara que o ato de jogar a toalha a assustou. E eu digo a ele que meu ilustre cavaleiro estava tão longe, correndo à minha frente, que a ursa nem enxergaria a toalha sem binóculos. Nós dois sabemos que, não fosse a graça de Deus, eu teria morrido naquele dia.

Muito obrigada, Senhor, por haveres prolongado nossa vida terrestre. Agora faze de nossa família um instrumento usado por Ti para ajudar outros, enquanto vivermos.



Sherry Shrestha


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segunda-feira, 14 de junho de 2010

Receita Para a Felicidade


Tudo quanto, pois, quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles. Mateus 7:12


Minha paciência se esgotara! Eu havia explicado duas vezes à mulher na loja de computadores o que estava acontecendo com meu novo laptop, mas ela parecia não me ouvir. Quando outra pessoa chegou, ela começou a fazer-lhe um relatório a respeito, mas confundiu tudo. Eu disse, com impaciência: “Desculpe-me. Por favor, deixe que eu explico!” Ela ficava me interrompendo, de modo que não me importei de interrompê-la.


Ela me olhou como se eu tivesse chifres, mas não me impressionei. Depois de contar a minha versão ao homem, ele me informou que não havia nada que pudessem fazer ali na loja; eles teriam que mandar o computador para outro lugar. Eu tinha praticamente certeza de que seria uma coisa simples de corrigir, com apoio técnico. Eu havia recebido a garantia por ocasião da compra do computador, mas não consegui ser atendida. Ele me disse que a garantia na verdade não valia para suporte técnico, somente para peças e mão-de-obra no caso de computador estragado, embora o representante de vendas que o vendera para mim tivesse dito algo completamente diferente.


Nesse meio tempo, notei que a mulher se havia ausentado por um pouco, mas não me interessou saber para onde. Então, de repente, ela voltou com um gerente e disse que, como eu tinha adquirido o computador fazia menos de 90 dias, eles iriam trocar a garantia da loja pela garantia do fabricante, de onde eu podia receber suporte técnico de graça, em qualquer ocasião.


Foi uma grande surpresa vê-la fazendo isso depois do modo como havia agido, mas rapidamente tomei a decisão de ir em frente e fazer a troca, sem custo para mim.


Quando a papelada ficou pronta e ela havia retornado à sua escrivaninha, pedi que meu marido esperasse um momento enquanto eu me dirigia até ela para agradecer o que fizera. Quando me aproximei da sua mesa, ela olhou para cima e uma expressão quase de medo lhe passou pelo semblante. Quando eu lhe disse que queria apenas agradecer muito a ajuda que me prestara com relação à troca da garantia, seus olhos se iluminaram de repente e, com lágrimas, ela disse em voz baixa: “Sou eu que agradeço!


O problema foi resolvido com um telefonema, e meu coração cantou quando entendi que fui capaz de levar alegria à mulher que a princípio me causara tanta frustração. Nós duas nos sentimos muito melhor agora. A regra áurea tem aplicação ainda hoje.



Anna May Radke Waters


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sexta-feira, 2 de abril de 2010

Deus Proverá


Respondeu Abraão: “Deus mesmo há de prover o cordeiro para o holocausto, meu filho.” Gênesis 22:8, NVI


O ano de 1983 foi cheio de grandes dificuldades para minha família. Contudo, uma vez mais, Deus cumpriu Suas promessas feitas em Filipenses 4:19: “O meu Deus suprirá todas as necessidades de vocês, de acordo com as Suas gloriosas riquezas em Cristo Jesus” (NVI).


Eu sustentava minha família sozinha, e as contas precisavam ser pagas, de modo que vendi o carro, interrompi meu curso na faculdade e desisti da sociedade num instituto de raio X. De uma vez só, perdi várias coisas que eram importantes na minha vida. A única coisa que restava era confiar no Senhor, para que me ajudasse a alimentar e educar meus quatro filhos. A crise piorou; não havia comida suficiente. Pela primeira vez, precisei trabalhar à noite, deixando meus filhos sozinhos.


Após uma refeição, com frequência eu não sabia quando seria a seguinte. A despeito do extremo sofrimento, eu não partilhava minhas preocupações com as crianças e não permitia que percebessem essa preocupação, porque tinha certeza de que Deus providenciaria uma saída. Certa noite, quando saí para trabalhar, as crianças estavam sozinhas e com fome. Orei, dizendo a Deus que não sabia mais o que fazer e pedindo-Lhe que providenciasse alimento para os meus filhos.


Quando eu estava fechando a porta, meu filho de 12 anos, que tinha um saudável apetite, perguntou: “Mamãe, hoje à noite vamos para a cama sem comer?” A dor que senti foi indescritível. Segurei as lágrimas, tomei as mãos dele, olhei direto nos seus olhos e disse: “Deus proverá, meu filho.” Desci a escada chorando, enquanto ele acenava adeus.


Uma das professoras do meu filho, que morava na vizinhança, sentiu uma impressão tremenda naquela noite, ao preparar o jantar. Sentiu que precisava ir à minha casa. Rapidamente, pediu que seu esposo tomasse conta do filho e encheu uma sacola com alimento. Quando chegou à minha casa, meus filhos lhe disseram que eu havia ido para o trabalho e que eles não tinham nada para comer. No dia seguinte, assim que abri a porta, meu filho veio correndo: “Mamãe, Deus providenciou mesmo!” E contou-me a história toda.


Jamais me esquecerei da alegria do meu filho, ao testemunhar o poder de Deus para prover. É muito importante demonstrar aos nossos filhos o quanto nosso Deus é digno de confiança.


Maria Chèvre


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quarta-feira, 31 de março de 2010

Ocultando Parte da Verdade


Então, disse Zedequias a Jeremias: Ninguém saiba estas palavras, e não morrerás. Jeremias 38:24


Uma senhora foi ao ginecologista queixando-se de que não conseguia ter filhos. Ela queria saber se havia algo de errado com ela. O médico a examinou cuidadosamente e lhe pediu que fizesse ultrassonografia, tomografia computadorizada do abdome e exame genético (cariótipo).


Os exames revelaram que ela possuía gônadas masculinas intra-abdominais (hermafroditismo), ou seja, geneticamente ela era do sexo masculino. O médico, entretanto, sabia que nesses casos jamais deveria dizer a verdade total à paciente, sob pena de arruinar a vida e o casamento dela.


Ele, então, lhe disse que ela apresentava alterações genéticas e morfológicas e, associado a isso, possuía duas massas com potencial de malignidade que a inabilitavam para ter filhos. A resposta estava correta, embora ocultasse aquilo que ela não devia saber para o seu próprio bem.


O profeta Jeremias, certa vez, se deparou com situação semelhante. Acusaram-no de traição, e ele foi açoitado e preso na casa de Jônatas. Depois foi transferido para uma cela no palácio real, jogado dentro de um poço com lama, e daí levado de volta à cela. Então o rei Zedequias mandou trazê-lo, para ter uma conversa secreta com ele. Nessa conversa, Jeremias repetiu o que já lhe havia dito, isto é, que se ele se entregasse ao rei de Babilônia, tanto ele como Jerusalém seriam poupados. Caso contrário, a cidade seria queimada e ele seria preso.


Quando terminou a conversa, Zedequias disse a Jeremias que se algum oficial lhe perguntasse sobre o que haviam conversado, respondesse apenas que lhe havia pedido para não ser levado de volta à prisão da casa de Jônatas. E Jeremias fez exatamente como o rei lhe havia mandado (Jr 38:24-27).


O profeta não tinha obrigação de dizer nada àqueles oficiais. Se contasse tudo, seria morto. Sua obrigação era transmitir ao rei o alerta divino.


Todos nós temos direito ao silêncio, nos casos em que a revelação completa da verdade for danosa a uma das partes: a si próprio ou a outrem. Cristo muitas vezes dizia à pessoa curada: “Olha, não o digas a ninguém”; “acautelai-vos de que ninguém o saiba” (Mt 8:4; 9:30).


Às vezes, a lei do amor é melhor praticada pelo silêncio ou pela revelação parcial de um fato, cuja intenção é aliviar o sofrimento ou salvar, do que pela revelação franca de um fato chocante e brutal.


Peça a Deus sabedoria para escolher a melhor opção.


Scheffel, Rubem M. Meditações diárias: com a eternidade no coração. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira.

terça-feira, 9 de março de 2010

O Casaco Queimado


Portanto, aquele que se humilhar como esta criança, esse é o maior no reino dos Céus. Mateus 18:4


– Mamãe, posso brincar na casa da Patti? – perguntou minha filha de 5 anos, numa sexta-feira agitada.


Com a permissão, lá se foi ela, feliz, para brincar com uma menina da vizinhança. A hora passou rapidamente para mim, e no momento em que fui olhar o relógio, a porta se abriu e Sherlyn entrou. Uma olhada só, e vi que algo estava errado.


– Ah, mamãe – soluçou ela –, aconteceu uma coisa horrível! – Quando ela se virou, vi que as costas do seu casaco tinham um grande buraco. Havia um aquecedor elétrico no quarto de Patti, e Sherlyn, sem saber o que era, deixara o casaco sobre ele. Não havia loja de roupas em nossa cidadezinha, e não havia dinheiro em nosso orçamento mensal para um casaco. Era o fim da tarde de sexta-feira, e Sherlyn não tinha casaco para usar na igreja no dia seguinte.


– Não se preocupe, mamãe – disse Sherlyn. – Jesus vai me mandar um casaco. Vamos ajoelhar e pedir a Ele.


Ah, que fé tem uma criancinha, pensei, enquanto nos ajoelhávamos. Temi que essa fé fosse testada desta vez.


Então, a Sra. Clark, a vizinha do outro lado da rua, me chamou e pediu que eu fosse lá por alguns minutos. Ela trabalhava fora da cidade, para uma família muito rica, e às vezes trazia roupas para Sherlyn, muito bonitas, quase sem uso – algumas ainda com a etiqueta do preço. Fazia um bom tempo que ela não trazia roupas, e achei que ela só queria conversar por alguns minutos. Quando perguntei a Sherlyn se queria ir também, ela disse: – Ah, é o casaco! Eu sabia!


Quando a Sra. Clark abriu a porta, sorriu e disse que havia trazido algumas coisas e esperava que Sherlyn quisesse usá-las. Ela segurou um casaco, e que lindo casaco era aquele! Era azul-marinho, com uma estreita gola de pele e um chapéu e luvas combinando. – Aaaahhh! Eu lhe disse que Jesus ia responder à minha oração e me mandaria um casaco! E é o mais lindo que eu podia esperar! – Juntas, contamos à Sra. Clark a história do casaco queimado e das nossas orações.


Sherlyn, hoje, é adulta e tem três filhas. Com frequência, conta-lhes essa história da fé manifestada por uma criancinha e de como Deus responde às orações.


Nelda Bigelow


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domingo, 6 de setembro de 2009

Surpresas de Aranha


São assim as veredas de todos quantos se esquecem de Deus; e a esperança do ímpio perecerá. A sua firmeza será frsutrada, e a sua confiança é teia de aranha. (Jó 8:13 e 14)


Aranhas. Algumas grandes, outras pequenas. Há mais de duas mil variedades em um só continente, e a maioria delas tece teias. A simples menção da palavra aranha provoca arrepios. Destrua suas teias hoje, e amanhã surgirão outras novinhas em seu lugar.

Enquanto caminho entre as árvores do pomar para colher frutas maduras, constantemente me enredo em teias, algumas quese invisíveis, mas prontas para apanharem suas vítimas. As aranhas, apesar do tamanho, são tenazes e laboriosas. As suas teias leves, quase transparentes, podem causar a morte de uma mariposa ou borboleta e da maioria dos insetos alados.

Enquanto fazia faxina em casa, limpando-a das teias de aranha, minha mente se voltou para Satanás e as teias que ele usa para enredar os incautos filhos de Deus. Ele tece teias de engano, espalhando tentações que apelam aos olhos e aos ouvidos. Você mal pode ver os fios, mas quando percebe já se enredou, sentindo-se confusa ou confuso e frustrada ou frustrado.

Alguém disse que a teia de aranha não parece ser um instrumento mortífero, mas é admiravelmente adaptada para apanhar a presa. Assim acontece com os sofismas de Satanás. Vigiemos, tomemos cuidado e oremos, para que não sejamos apanhados por suas teias mortais.


Alma Atchson

Mora na Autrália, onde é secretária de comunicações e dona de casa.
Têm três filhos e gosta de jardinagem, literatura e visitação a enfermos.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Quem Foi Mais Abençoado?


Mais bem-aventurado é dar que receber. Atos 20:35.


Minha mãe de 92 anos e eu acabávamos de fazer a compra das vitaminas dela em nossa loja preferida, quando vi que ela parecia muito cansada. Eu estava pensando em comprar apenas um item para mim, mas levei-a até o carro para que descansasse, logo que a transação dela se completou.


Quando retornei à loja para fazer minha compra, havia um cavalheiro junto ao balcão, com um grande número de itens, dois dos quais eram exatamente aqueles que eu planejava adquirir. Começamos a conversar, e perguntei-lhe acerca do produto, uma batedeira simples de plástico. Ele me garantiu que funcionava muito bem. Concluindo que funcionaria igualmente bem para misturar nosso leite de soja em pó, levei uma para o balcão.


Logo que a funcionária totalizou as compras daquele senhor, ele começou a procurar freneticamente na sua carteira o cartão-ouro. (Esse cartão dá ao portador o direito a um desconto de 20% em todas as compras naquela loja de produtos naturais durante os primeiros dez dias de cada mês.) Finalmente, ele encolheu os ombros e explicou que não encontrava o cartão. Pude ver sua aflição, porque a soma dos produtos dele ultrapassava os 100 dólares.


Então me deu um “estalo”. “Ei”, disse eu à funcionária, “você pode usar meu cartão-ouro para conseguir o desconto nas compras dele?” Ela respondeu que sim, e entreguei-lhe o meu cartão. Na realidade, nem pensei muito sobre o assunto – afinal, não me custaria nada – mas eu queria que você visse o semblante do homem! Ele se voltou para mim com lágrimas nos olhos e disse: “Você é a mulher mais bondosa! Como lhe agradeço!” Então ele pegou minha pequena batedeira e disse à funcionária que pagaria por ela também – era o mínimo que podia fazer por mim. Eu reagi: “Não! O senhor não me deve nada!” Mas ele insistiu. Quando saiu da loja, seu rosto estava literalmente brilhando.


Na verdade, nem sei quem foi mais abençoado; porém, toda vez que bato meu leite de soja em pó naquele pequeno utensílio, lembro-me daquele dia e de como o Senhor trouxe uma bênção, tanto para a minha vida como para uma pessoa completamente desconhecida.


Anna May Radke Waters