terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Que País é Esse?


Na casa do Meu Pai há muitos quartos, e Eu vou preparar um lugar para vocês. João 14:2


O Brasil é um país cheio de contrastes. Ao mesmo tempo em que temos o maior litoral do Atlântico Sul, temos ainda analfabetismo, cólera e dengue para vencer. Existe muita miséria por aqui. Você sabe do que eu estou falando. Miséria é uma palavra que bem poderia representar muitos lugares do Brasil. Isso tudo é muito triste, e deveria ser bem diferente se os governantes e os cidadãos deste país resolvessem, de fato, conhecer Jesus.

Se tão somente direcionássemos nossos esforços para fazer a vontade de Deus, nossos mais profundos problemas sociais, morais e econômicos teriam solução. O que quero dizer é que a maior miséria que vivemos é a espiritual. Nessa miséria, todas as outras misérias encontram origem.

Em minha vida, já vi muito sofrimento. Uma vez, em Campinas, SP, fui levar comida para uma mãe grávida que tinha 11 filhos. Nove moravam com ela em um barraco de papelão de dois cômodos. Tudo sujo e malcheiroso. Eles não sabiam, mas a maior miséria deles era não conhecer Jesus. A Igreja Adventista levou alimento material e espiritual àquela grande família. Mesmo com esforços como esse, milhões de pessoas em nosso país padecem sem esperança. Graças a Deus, no Brasil já são mais de um milhão e meio de pessoas que, declaradamente, aguardam a volta de Jesus e, por isso, já não são mais miseráveis; são filhos e filhas de Deus esperando para voltar para casa!

Porém, a pergunta continua: que país é esse? A resposta depende do país em que você vive. No caso do Brasil, trata-se de um país belo, pacífico, de um povo alegre e festivo. É claro, nem tudo é maravilhoso. Ele possui problemas sociais, econômicos, éticos e de infraestrutura; racismo, trabalho escravo e infantil, corrupção e mais um monte de coisas que você pode se lembrar. Mas imaginemos que todos esses problemas não existissem. Mesmo assim, este mundo não é nosso lugar. Não é nossa verdadeira pátria. Temos um país muito melhor para morar. Que país é esse? É o país que Jesus foi preparar para cada um de nós.

O lugar em que nunca mais haverá miséria, morte, dor nem pesar. É para lá que estamos indo... eu e você! Um país onde os contrastes serão apenas das cores!


Ivan Saraiva
Inspiração Juvenil 2011 - Uma Pergunta de Cada Vez

Jesus Alimenta os Famintos


Jesus pegou os pães, deu graças a Deus e os repartiu com todos; e fez o mesmo com os peixes. E todos comeram à vontade. João 6:11, NTLH


Nas grandes concentrações, campais e camporis, o horário das refeições era sagrado. Qualquer que fosse a atividade, em campo aberto ou em auditórios, sempre avisávamos os responsáveis para que concluíssem antes desses horários, a fim de evitar o vexame de ficar diante de um auditório vazio.

Se você pudesse filmar de cima, com vista panorâmica desses momentos, perceberia que o restaurante e as cozinhas se assemelhavam a imensos ímãs atraindo gente de todo lado. Era o evento de maior pontualidade!

O milagre da multiplicação dos pães é o único repetido nos quatro Evangelhos. A multidão que estava com Jesus havia andado uns sete quilômetros, desde Betsaida. Ninguém havia tido tempo para comer. Além de presenciar a cura de muitas pessoas, eles também não queriam perder nenhuma palavra dos ensinamentos de Jesus. Agora, no fim do dia, deviam voltar às suas casas.

Jesus, querendo testar a fé dos discípulos, perguntou: “Onde vamos comprar comida para toda esta gente?” (Jo 6:5). As respostas de André e Filipe foram convencionais: não havia dinheiro nem pão para tanta gente.

Felipe, que morava em Betsaida e conhecia a região, disse que, se juntassem os pães de todos os “supermercados”, “padarias”, “lanchonetes” e “lojas de conveniência”, não seriam suficientes para alimentar todo aquele povo.

“Para onde iremos? O que faremos?”, perguntaram os discípulos.

A graça de Jesus se manifestou de maneira tangível para aquela multidão. Os dons que Jesus oferece sempre servem para cobrir qualquer tipo de necessidade humana.

A multidão faminta se sentou no gramado e comeu pão e peixe. A história diz que todos comeram e ficaram satisfeitos. Jesus lhes deu muito mais do que pediram.

A graça de Deus é extravagante conosco. Ela vai ao encontro de nossa necessidade e nos satisfaz plenamente. Ali estava uma multidão de insatisfeitos, sentindo-se vazios, em busca da verdade. Quando reconhecemos nossa pequenez, nossa insuficiência, Jesus pode vir em nosso auxílio.

Hoje, faça esta oração: Senhor, Tu que foste ao encontro de milhares que se sentiam famintos naquele dia, conheces minhas necessidades. Vem ao meu encontro hoje. Sacia minha alma; alimenta-me com o pão do Céu; preenche meu vazio; satisfaz minha fome e dá um novo significado à minha vida.


José Maria Barbosa Silva
Meditações Diárias 2011 - Momentos de Graça

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Ai, Isso Doeu!


A palavra proferida no tempo certo é como frutas de ouro incrustadas numa escultura de prata. Provérbios 25:11, NVI


Durante uma excursão dos Desbravadores, minha amiga e eu começamos a jogar pedras no rio. Juntamos tantas pedras quantas pudemos encontrar, e logo uma de nós tentava lançá-las mais longe que a outra. Foi divertido olhar as ondinhas que se formavam e se espalhavam pela superfície da água. Empoleiradas no topo de uma saliência rochosa à margem do rio, nos sentíamos no topo do mundo – até que um grito sofrido soou pelo ar: “Ai! Isso doeu!”

Nós nos divertíamos tanto que não percebemos que o restante de nossas amigas se dirigira ao rio, lá embaixo. Uma das nossas pedras se desviara e atingira uma colega desbravadora, infligindo-lhe um doloroso ferimento na cabeça, o qual exigiu vários pontos. Enchemo-nos de vergonha e remorso. Agora, muitos anos depois, embora nossa colega tenha esquecido a dor, ainda tem a cicatriz.

Não jogo mais pedras; todavia, se não for cuidadosa, posso dizer coisas que doem mais que uma pedrada. É fácil proferir palavras que causam constrangimento e provocam grande dor. As pessoas dificilmente se esquecem das farpas lançadas em seu caminho, especialmente quando vêm de amigos e entes queridos. Lembra-se da velha frase: “Paus e pedras podem me quebrar os ossos, mas as palavras não me ferirão”? O mais exato é dizer que as palavras podem causar grande dano. Às vezes, a ferida resulta numa cicatriz emocional que permanece para o resto da vida.

As palavras têm grande poder. Dependendo de como escolhemos usá-las, elas podem destruir ou curar. Palavras bondosas têm a capacidade de erguer, inspirar, animar e fortalecer, criando alegria e amor infindos, tanto para nós como para as pesssoas com quem as partilhamos. A fim de ter uma vida verdadeiramente abençoada, devemos lançar fora as palavras negativas e falar apenas aquilo que é bom e verdadeiro. Ao fazê-lo, ondulações de alegria se espalharão da nossa vida para a dos outros.

A Palavra de Deus diz: “Há palavras que ferem como a espada, mas a língua dos sábios traz a cura” (Provérbios 12:18, NVI). Quando convidarmos o Espírito Santo para que assuma o controle do nosso coração, palavras puras e amáveis fluirão para abençoar e erguer os outros.


Cordell Liebrandt


Meditação da Mulher 2011 - Santuário - Casa Publicadora Brasileira